Pois eis que a edição desta semana da respeitada revista France Football, aquela que elege o melhor jogador do Mundo, apresenta uma bombástica investigação que parece confirmar o que muitos já desconfiavam: que os referidos bolsos cheios do Catar, além de arrefecerem o ar dos seus estádios, também serviram para comprar os votos necessários para garantir que a sua candidatura chegasse a bom porto. O artigo refere uma série quase infindável de encontros misteriosos entre Sarkozy, Platini e emissários Cataris bem como o envolvimento de ilustres personagens como Mohammed Bin Hammam, ex-presidente da Federação Asiática de Futebol, entretanto expulso da FIFA por comportamentos suspeitos e ainda Ricardo Teixeira, outrora presidente da CBF, Confederação Brasileira de Futebol e também ele um bandido de carreira, recentemente exposto por diversos crimes de corrupção.
Nada que surpreenda por aí além, dado o nubloso histórico da FIFA, que raramente põe o jogo que defende acima dos seus interesses.
Resta saber se com isto e com outras investigações que por certo se devem realizar, o Campeonato do Mundo, com certeza a segunda prova desportiva mais importante do planeta, depois dos Jogos Olímpicos, se mantém no Médio Oriente ou se transita para outras paragens, provavelmente para os Estados Unidos, que perderam a corrida na votação anterior. Com quase uma década ainda por percorrer, há tempo para resolver a borrada, mas pouco...
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