sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sporting na discoteca

Paulo Henrique, Niculae e Kléber. São estes as três mulheres feias que o Sporting tentou engatar no fecho da discoteca, no último dia das inscrições de novos reforços. Não só fez a triste figura que tantos homens fazem aí pelas 6h da manhã nas danceterias deste mundo, tentando desesperadamente atirar-se a tudo o que se mexe em busca de algum conforto para os tempos seguintes, como falhou miseravelmente, apesar dos dúbios atributos dos seus pretendentes, um dos quais, Niculae, com quem até já tinha estado, nos seus tempos de moço.

Isto porque há muito que o clube sofre de uma maleita séria, a gestorium danosum, do latim, que não mais quer dizer que quem lá manda não faz pevide de ideia do que é que está a fazer.

Vejamos, por exemplo, as declarações do agente do primeiro alvo, Paulo Henrique, um brasileiro perdido na Turquia, que roçam o Marximiano (dos irmãos revolucionários americanos e não do  revolucionário irmão europeu):

«Foi uma falta de sorte enorme no ´timing`. Quando o Sporting fez a proposta o primeiro treinador não libertou o jogador; quando o treinador aceitou abrir mão do jogador, o Sporting não confirmou a proposta; mais tarde, quando o Sporting confirmou a proposta o novo treinador do Trabzonspor decidiu também não libertar o jogador. Tudo isto num período de 30 dias», contou Frederico Pena, em declarações à Renascença." [in. abola.pt] 


Falta de sorte, diz. Outra patologia de que o Sporting não se livra.

Já Niculae acaba por não re-representar o Sporting porque, e caramba que é falta de sorte, tinha representado um clube, o Dínamo de Bucareste, em apenas um único jogo, no longínquo mês de Julho, antes de se transferir para o Vaslui, onde estava até agora. Ora como as regras da FIFA não permitem cá badalhoquices de jogadores a estarem em três clubes na mesma época, não há cá Niculae para ninguém.

E com duas tampas vai o clube atrás de outrem, Kléber, avançado que o Sporting cobiçou nos seus anos de Marítimo e que foi dado pela imprensa como certo em Alvalade - tanto na altura como agora, antes de o ver partir para o Porto. Porto esse que, sabendo da mediania do produto, poucos entraves colocou a emprestá-lo ao seu outrora rival.

Mas também Kléber não vestirá a camisola verde e branca e, mais uma vez, a culpa é alheia a quem manda no clube, da mesma forma que a Sporttv e os canais desportivos nunca têm culpa quando a emissão desaparece. Diz Godinho Lopes:


«As negociações por Kléber foram feitas com o FC Porto e ontem os serviços de secretaria tinham marcado a viagem do jogador para as 20.45 horas para vir a Lisboa assinar pelo clube. O jogador estava já a caminho do aeroporto, quando me liga um representante da BMG [Banco de Minas Gerais, do Brasil] que detém 20 por cento por passe, a pedir o meu aval à contratação», começou pró dizer Godinho Lopes.

«Pelo facto de terem [a Mesa da AG] criado agitação, quando eu pedi de maneira clara, em Alvalade no dia 2 de janeiro, para que se criasse condições, com a conferência de imprensa de dia 31 de janeiro, impediu a vinda de Kleber, é evidente», acrescentou.


É evidente, pois claro. Mais, conseguiu ainda colocar a culpa do falhanço da contratação de Niculae, em alguém que não ele:

«Mas havendo AG no dia 9, não poderíamos ir à FIFA [argumentar que o jogo que Niculae fez pelo Dínamo seria referente à época anterior e pedindo autorização para o inscrever] e não havendo resposta não fazia sentido que o Marius ficasse sem jogar.


E a culpa, como de costume, morre solteira.



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