É cedo, mas o blog já se mudou:
http://nadesportivablog.wordpress.com/
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Baltimore Ravens, Super Bowl Champions
Um jogão que deixou um gostinho amargo na boca.
No primeiro lance do jogo, os San Francisco 49ers acertaram um bom passe para avançar no terreno. No entanto, a jogada é anulada por offside e a partir daí a primeira metade do jogo tornou-se um pesadelo para a equipa da California, que não conseguia encaixar um ataque continuado enquanto via Joe Flacco, quarterback dos Baltimore Ravens encontrar sistematicamente os seus companheiros e somar jardas, touchdowns e pontos.
Com 21-6 ao intervalo, a vida dos 49ers parecia complicada. Com 11 segundos do segundo tempo, uma corrida de 108 jardas de Jacoby Jones e o record do superbowl para touchdown mais longo de sempre e mais 7 pontos para os Ravens, o troféu parecia decidido. Logo depois, o que ninguém esperava: falha de energia no maior evento desportivo dos Estados Unidos. Mais de meia hora sem jogo e fans aborrecidos. Mas os intervenientes compensaram os espectadores - no recomeço da partida, um gráfico anunciava que nenhuma equipa tinha recuperado de uma desvantagem maior que dez míseros pontos para vencer o Super Bowl. San Francisco perdia por mais de o dobro, 22 pontos na altura. Razão mais que suficiente para qualquer pessoa que não tivesse nascido em Baltimore torcer pelos pobres coitados. Aí acordou Kaepernick, o jovem QB dos 49ers, que tinha tido começo pouco firme. Aos poucos, os 49ers foram crescendo, na vontade, na energia e no placar. Dois touchdowns num espaço de três minutos foram dando esperança. No primeiro momento "de cinema", os 49ers dispõe de um "field goal", um pontapé de alguma distância - no caso 34 jardas ou 31 metros - que vale três pontos, a fechar o terceiro período, eram cruciais para manter as aspirações de San Francisco. David Ackers falha, por milímetros. Mas espera! A bandeira amarela que os árbitros lançam para o campo quando algo corre mal voa para o relvado - falta no kicker e o lance é repetido, desta vez com final feliz!
28-23 e apenas uma posse de bola de distância na entrada para o período decisivo. Wow. Wow. E o período foi avançando, com um field goal de Baltimore e um touchdown dos 49ers, que podia ter empatado a partida se conseguisse converter a jogada de dois pontos, coisa que não fez, deixando a partida separada por dois pontos apenas, que se tornaram cinco com novo field goal dos Ravens. E aí o final de cinema voltou a entrar em cena, com San Francisco a avançar no terreno e a colocar-se a menos de uma dezena de jardas da meta, com quatro jogadas para transformar o ataque em touchdown, o touchdown em vitória e a vitória em história, magia e tudo o mais.
Nervos, de quem nem sequer tinha afiliação por qualquer daquelas equipas, imagine-se dos adeptos fervorosos dos participantes.
Kaepernick, o miúdo com cara e sorriso de estrela tinha "apenas" de colocar a bola num colega na "end zone", a zona marcada de pontuação, como havia fazendo desde que assumira a titularidade da posição do lesionado Alex Smith e que não mais cedeu ao veterano. Mas a defesa dos Baltimore Ravens é forte e forte se mostrou, não permitindo em qualquer das quatro ocasiões o final feliz que parecia destinado a acontecer, o da reviravolta mais espantosa da história do Super Bowl.
Ray Lewis, considerado um dos melhores line-backers da história do jogo, colocou ponto final na carreira, da melhor maneira possível, com o título de campeão. Joe Flacco foi, justamente, eleito o MVP da partida, num jogo irrepreensível do quarterback Ravens que incluiu um passe incrível de 56 jardas, mais de metade do campo, que resultou num touch-down de Jacoby Jones.
Quanto aos irmãos Harbaugh, treinadores dos finalistas de hoje, ganhou John, o mais velho, embora o encontro a meio campo no final da dramática partida não tenha proporcionado sequer um abraço, quanto mais uma lágrima de emoção, apenas um aperto de mão e uma palmada no peito.
E ano que vem há mais, no primeiro domingo do segundo mês, certamente com a mesma intensidade mas dificilmente com o mesmo dramatismo. Os americanos - e cada vez mais o resto do mundo - já contam os dias - faltam 364.
No primeiro lance do jogo, os San Francisco 49ers acertaram um bom passe para avançar no terreno. No entanto, a jogada é anulada por offside e a partir daí a primeira metade do jogo tornou-se um pesadelo para a equipa da California, que não conseguia encaixar um ataque continuado enquanto via Joe Flacco, quarterback dos Baltimore Ravens encontrar sistematicamente os seus companheiros e somar jardas, touchdowns e pontos.
Com 21-6 ao intervalo, a vida dos 49ers parecia complicada. Com 11 segundos do segundo tempo, uma corrida de 108 jardas de Jacoby Jones e o record do superbowl para touchdown mais longo de sempre e mais 7 pontos para os Ravens, o troféu parecia decidido. Logo depois, o que ninguém esperava: falha de energia no maior evento desportivo dos Estados Unidos. Mais de meia hora sem jogo e fans aborrecidos. Mas os intervenientes compensaram os espectadores - no recomeço da partida, um gráfico anunciava que nenhuma equipa tinha recuperado de uma desvantagem maior que dez míseros pontos para vencer o Super Bowl. San Francisco perdia por mais de o dobro, 22 pontos na altura. Razão mais que suficiente para qualquer pessoa que não tivesse nascido em Baltimore torcer pelos pobres coitados. Aí acordou Kaepernick, o jovem QB dos 49ers, que tinha tido começo pouco firme. Aos poucos, os 49ers foram crescendo, na vontade, na energia e no placar. Dois touchdowns num espaço de três minutos foram dando esperança. No primeiro momento "de cinema", os 49ers dispõe de um "field goal", um pontapé de alguma distância - no caso 34 jardas ou 31 metros - que vale três pontos, a fechar o terceiro período, eram cruciais para manter as aspirações de San Francisco. David Ackers falha, por milímetros. Mas espera! A bandeira amarela que os árbitros lançam para o campo quando algo corre mal voa para o relvado - falta no kicker e o lance é repetido, desta vez com final feliz!
28-23 e apenas uma posse de bola de distância na entrada para o período decisivo. Wow. Wow. E o período foi avançando, com um field goal de Baltimore e um touchdown dos 49ers, que podia ter empatado a partida se conseguisse converter a jogada de dois pontos, coisa que não fez, deixando a partida separada por dois pontos apenas, que se tornaram cinco com novo field goal dos Ravens. E aí o final de cinema voltou a entrar em cena, com San Francisco a avançar no terreno e a colocar-se a menos de uma dezena de jardas da meta, com quatro jogadas para transformar o ataque em touchdown, o touchdown em vitória e a vitória em história, magia e tudo o mais.
Nervos, de quem nem sequer tinha afiliação por qualquer daquelas equipas, imagine-se dos adeptos fervorosos dos participantes.
Kaepernick, o miúdo com cara e sorriso de estrela tinha "apenas" de colocar a bola num colega na "end zone", a zona marcada de pontuação, como havia fazendo desde que assumira a titularidade da posição do lesionado Alex Smith e que não mais cedeu ao veterano. Mas a defesa dos Baltimore Ravens é forte e forte se mostrou, não permitindo em qualquer das quatro ocasiões o final feliz que parecia destinado a acontecer, o da reviravolta mais espantosa da história do Super Bowl.
Ray Lewis, considerado um dos melhores line-backers da história do jogo, colocou ponto final na carreira, da melhor maneira possível, com o título de campeão. Joe Flacco foi, justamente, eleito o MVP da partida, num jogo irrepreensível do quarterback Ravens que incluiu um passe incrível de 56 jardas, mais de metade do campo, que resultou num touch-down de Jacoby Jones.
Quanto aos irmãos Harbaugh, treinadores dos finalistas de hoje, ganhou John, o mais velho, embora o encontro a meio campo no final da dramática partida não tenha proporcionado sequer um abraço, quanto mais uma lágrima de emoção, apenas um aperto de mão e uma palmada no peito.
E ano que vem há mais, no primeiro domingo do segundo mês, certamente com a mesma intensidade mas dificilmente com o mesmo dramatismo. Os americanos - e cada vez mais o resto do mundo - já contam os dias - faltam 364.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Super Bowl
A expressão "pára tudo!" raramente é levada à letra, mas nos EUA, hoje, é. Porque hoje é Super Bowl Sunday, o dia em que até os americanos que não vão muito à bola com desporto se sentam com os seus próximos para ver a decisão do campeonato de futebol, o deles, da bola oval. Independente das equipas que chegam ao jogo do título, é um dia de festa, com a nação em frente da televisão e onde os anunciantes pagam cerca de 3 milhões de euros por cada meio minuto de publicidade.
O jogo de hoje, com início marcado para as 23.30h, hora de Lisboa e não de New Orleans, onde logo se joga, coloca frente a frente os Baltimore Ravens e os San Francisco 49ers. Não são as equipas mais mediáticas, como os New York Giants, os Dallas Cowboys ou os New England Patriots mas nem por isso deixam de ser e ter histórias interessantíssimas como pano de fundo:
Começando pela curiosidade que mais chama a atenção: Os treinadores principais são irmãos. Separados por menos de ano e meio, Jim e John Harbaugh são os timoneiros responsáveis por levar os 49ers e os Ravens, respectivamente ao jogo do título. O que quer dizer que o senhor e a senhora Harbaugh, por sinal também ele treinador de futebol americano, serão mais logo progenitores de um campeão e um perdedor do Super Bowl, der por onde der.
Mas nem só de treinadores vive o jogo, com um jogador em cada equipa a receber destaque:
Do lado dos 49ers, a situação do quarterback - talvez a posição mais importante mas certamente a mais glamourosa - gerou controvérsia durante a época, quando Alex Smith, o "QB" titular se lesionou numa altura que estava a fazer a melhor época da sua carreira, estando inclusivamente no top 5 da liga em termos estatísticos. Na altura Smith foi substituído por Colin Kaepernick, o inexperiente quarterback de reserva, na sua segunda época na liga. Acontece que o que deveria ser uma situação passageira tornou-se a norma, com Kaepernick a manter a titularidade mesmo após a recuperação de Smith. Conhecido por correr tanto quanto passa a bola, bateu o record de "rushing yards" (distância percorrida com a bola, ao contrário de "passing yards") para um quarterback no seu primeiro jogo de playoffs, além de ter liderado a sua equipa a uma impressionante vitória contra os Atlanta Falcons - equipa com melhor registo na época regular - por 28-24 após ter estado a perder por 0-17!
Pelos Ravens, o jogo marca a despedida de Ray Lewis, considerado um dos melhores line-backers da história do jogo, que havia anunciado antes dos play-offs que esta seria a sua última temporada, pelo que cada jogo desde aí tem tido o potencial de aparição final, sendo que hoje, ganhando ou perdendo, a NFL perderá uma das suas figuras.
Resta saber que San Francisco 49ers e Baltimore Ravens nunca perderam um Super Bowl, tendo vencido a final em todas as vezes que lá chegaram - cinco vezes para a equipa da California, a última vez em 1994 e os Ravens a triunfarem em 2000, a única vez que estiveram no dia de festa.
É não perder que vai valer a pena. No intervalo tocará Beyoncé (fará lip-sync outra vez?) e Alicia Keys cantará o hino americano, antes do pontapé inicial.
O jogo de hoje, com início marcado para as 23.30h, hora de Lisboa e não de New Orleans, onde logo se joga, coloca frente a frente os Baltimore Ravens e os San Francisco 49ers. Não são as equipas mais mediáticas, como os New York Giants, os Dallas Cowboys ou os New England Patriots mas nem por isso deixam de ser e ter histórias interessantíssimas como pano de fundo:
Começando pela curiosidade que mais chama a atenção: Os treinadores principais são irmãos. Separados por menos de ano e meio, Jim e John Harbaugh são os timoneiros responsáveis por levar os 49ers e os Ravens, respectivamente ao jogo do título. O que quer dizer que o senhor e a senhora Harbaugh, por sinal também ele treinador de futebol americano, serão mais logo progenitores de um campeão e um perdedor do Super Bowl, der por onde der.
Mas nem só de treinadores vive o jogo, com um jogador em cada equipa a receber destaque:
Do lado dos 49ers, a situação do quarterback - talvez a posição mais importante mas certamente a mais glamourosa - gerou controvérsia durante a época, quando Alex Smith, o "QB" titular se lesionou numa altura que estava a fazer a melhor época da sua carreira, estando inclusivamente no top 5 da liga em termos estatísticos. Na altura Smith foi substituído por Colin Kaepernick, o inexperiente quarterback de reserva, na sua segunda época na liga. Acontece que o que deveria ser uma situação passageira tornou-se a norma, com Kaepernick a manter a titularidade mesmo após a recuperação de Smith. Conhecido por correr tanto quanto passa a bola, bateu o record de "rushing yards" (distância percorrida com a bola, ao contrário de "passing yards") para um quarterback no seu primeiro jogo de playoffs, além de ter liderado a sua equipa a uma impressionante vitória contra os Atlanta Falcons - equipa com melhor registo na época regular - por 28-24 após ter estado a perder por 0-17!
Pelos Ravens, o jogo marca a despedida de Ray Lewis, considerado um dos melhores line-backers da história do jogo, que havia anunciado antes dos play-offs que esta seria a sua última temporada, pelo que cada jogo desde aí tem tido o potencial de aparição final, sendo que hoje, ganhando ou perdendo, a NFL perderá uma das suas figuras.
Resta saber que San Francisco 49ers e Baltimore Ravens nunca perderam um Super Bowl, tendo vencido a final em todas as vezes que lá chegaram - cinco vezes para a equipa da California, a última vez em 1994 e os Ravens a triunfarem em 2000, a única vez que estiveram no dia de festa.
É não perder que vai valer a pena. No intervalo tocará Beyoncé (fará lip-sync outra vez?) e Alicia Keys cantará o hino americano, antes do pontapé inicial.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Mercado Fechado
Trespassado o limite para transferências no futebol nacional - e europeu, no geral - os clubes terão agora de enfrentar a segunda e decisiva metade da época com o que têm. Assim, analisamos o que mudou nos três quatro grandes:
FC Porto - Para variar, fez a sua gestão com irritante competência, razão pela qual, nos últimos largos anos, só não é campeão nos anos em que um dos rivais faz um ano especialmente brilhante. Contrataram Izmailov, um investimento de baixo custo (pouco mais perderam que um lateral e um guarda-redes que não jogavam) e potencial alta rentabilidade, já que se trata de um jogador talentoso que só precisa de se reabilitar física e mentalmente - o que, a julgar pelos primeiros jogos, está resolvido. O médio russo multi funcional permite ainda espetar uma pequena faca nos corações dos adeptos do Sporting, de quem foi resgatado. Chega também Liedson, um jogador de créditos firmados no futebol português, e que, pelas circunstâncias da idade e da vida, vem feliz em ser o reserva de Jackson Martinez e ajudar quando for preciso. Saem Iturbe e Rolando, ambos emprestados, resolvendo o Porto a situação de dois jogadores insatisfeitos com as suas conjunturas no clube e que permite, sobretudo no caso de Rolando, rentabilizar um activo sem margem de manobra.
Benfica - Também o clube da Luz foi mais ou menos fiel ao seu modus operandi usual - Contrataram jogadores com valor mas que dificilmente terão oportunidade de jogar, sobretudo Diogo Rosado e Rui Fonte, por acaso ambos até formados no rival da segunda circular, e que apesar das qualidades parecem tapados pelos titulares do clube nas posições. Assinou ainda o jovem lateral esquerdo brasileiro Bryan, numa posição que o Benfica até precisava de reforçar. Quanto a saídas, assinalam-se as saídas de Nolito e Bruno César, o primeiro emprestado ao Granada, o segundo a ir enterrar-se nas areias das Arábias, o que para um jovem de 24 parece muito má ideia, visto ser geralmente a morte futebolística de um jogador, este tipo de transferências - daqui a uns anos um amigo perguntará a outro - "Olha lá, lembras-te de um Bruno qualquer coisa, César, acho, que esteve aqui uma época? Nem era mau, que é feito dele?" "Hum, boa pergunta. Lembro-me vagamente, acho que foi para o Catar ou coisa que o valha... onde andará?" E quando forem investigar à net, descobrirão que esteve mais três anos por lá, aos 28 foi para o Japão duas épocas até regressar ao Brasil, onde teve um morno fim de carreira num dos muitos clubes de média dimensão do seu país natal. Há ainda o caso de Aimar, que da mesma maneira que vinha sendo anunciado pelos jornais como certo no Benfica todos anos durante uns dois ou três Verões antes de ter efectivamente chegado, também já há uns três que dizem que está com um pé e meio noutro lado. Diz que ia para o Al-Ahli mas acabou por ficar. É bom para o nosso campeonato.
Sporting - Ofereceu Izmailov ao Porto e recebeu de troco um lateral direito mediano, ainda que de selecção nacional, posição que precisava de reforçar desde que tinha oferecido João Pereira, lateral direito bom, de selecção nacional, ao Valência, em vésperas do Euro, altura dolorosamente errada para se negociar um jogador que vai disputar a prova. Quando abriu a embalagem viu que tinha ainda um jovem guarda-redes, Ventura, uma das poucas posições que o clube está verdadeiramente bem servido (embora a cada dia seja mais provável a saída de Rui Patrício). Chegou ainda Joãozinho, emprestado pelo Beira-Mar (eu sou do tempo que os clubes grandes emprestavam os seus excedentários aos pequenos), lateral esquerdo que trazia com ele expectativas tão baixas que até deixou boas indicações no primeiro jogo. Vem substituir Insua, internacional argentino que tinha sido das melhores contratações recentes dos últimos tempos do clube e que parte para o Atlético Madrid, pela necessidade aparente do clube em fazer uns tostões e pelo caminho nivelar o plantel por baixo. Livrou-se ainda de Daniel Carriço, um jogador que prometeu, chegou a capitão do clube e acabou em Inglaterra por menos de um milhão de euros em fim de contrato, cerca de 20 vezes menos o que chegou a ser projectado como o seu valor na altura que despontou. Para surpresa geral, ou somente minha, viu ainda sair Pereirinha, igualmente em final de contrato, e para um clube "de jeito", a Lazio, de Roma, e não para um Setúbal ou Guimarães ou semelhante nacional, onde sempre imaginei que se enquadraria - um clube mediano para um jogador mediano. Finalmente, "emprestadou" Elias ao Flamengo, gentilmente permitindo ao jogador mais caro da sua história que fosse ser feliz no seu país de origem, já que por aqui certamente não era, como se fazia notar pelo seu pálido empenho em campo.
Sporting de Braga - Como também começa a ser hábito no clube do Minho, o Braga mexe-se bem no mercado, contratando jovens com potencial e livrando-se de apostas que não funcionaram. Neste Inverno destaque para as contrastações de Rabiola, miúdo de grande qualidade, com passagem pelo Porto, que estava no Desp. das Aves, bem como o defesa do Beira-Mar Sasso e o brasileiro ex-São Paulo Diogo Bittencourt, internacional jovem pelo seu país. Para colmatar a saída do guarda-redes Beto, que rumou ao Sevilha para substituir Diogo López, que seguiu para o Real Madrid, o Braga foi buscar Stanislav Kritsyuk, da selecção sub-21 Russa, que também se espera vir a ser uma mais valia para o clube.
FC Porto - Para variar, fez a sua gestão com irritante competência, razão pela qual, nos últimos largos anos, só não é campeão nos anos em que um dos rivais faz um ano especialmente brilhante. Contrataram Izmailov, um investimento de baixo custo (pouco mais perderam que um lateral e um guarda-redes que não jogavam) e potencial alta rentabilidade, já que se trata de um jogador talentoso que só precisa de se reabilitar física e mentalmente - o que, a julgar pelos primeiros jogos, está resolvido. O médio russo multi funcional permite ainda espetar uma pequena faca nos corações dos adeptos do Sporting, de quem foi resgatado. Chega também Liedson, um jogador de créditos firmados no futebol português, e que, pelas circunstâncias da idade e da vida, vem feliz em ser o reserva de Jackson Martinez e ajudar quando for preciso. Saem Iturbe e Rolando, ambos emprestados, resolvendo o Porto a situação de dois jogadores insatisfeitos com as suas conjunturas no clube e que permite, sobretudo no caso de Rolando, rentabilizar um activo sem margem de manobra.
Benfica - Também o clube da Luz foi mais ou menos fiel ao seu modus operandi usual - Contrataram jogadores com valor mas que dificilmente terão oportunidade de jogar, sobretudo Diogo Rosado e Rui Fonte, por acaso ambos até formados no rival da segunda circular, e que apesar das qualidades parecem tapados pelos titulares do clube nas posições. Assinou ainda o jovem lateral esquerdo brasileiro Bryan, numa posição que o Benfica até precisava de reforçar. Quanto a saídas, assinalam-se as saídas de Nolito e Bruno César, o primeiro emprestado ao Granada, o segundo a ir enterrar-se nas areias das Arábias, o que para um jovem de 24 parece muito má ideia, visto ser geralmente a morte futebolística de um jogador, este tipo de transferências - daqui a uns anos um amigo perguntará a outro - "Olha lá, lembras-te de um Bruno qualquer coisa, César, acho, que esteve aqui uma época? Nem era mau, que é feito dele?" "Hum, boa pergunta. Lembro-me vagamente, acho que foi para o Catar ou coisa que o valha... onde andará?" E quando forem investigar à net, descobrirão que esteve mais três anos por lá, aos 28 foi para o Japão duas épocas até regressar ao Brasil, onde teve um morno fim de carreira num dos muitos clubes de média dimensão do seu país natal. Há ainda o caso de Aimar, que da mesma maneira que vinha sendo anunciado pelos jornais como certo no Benfica todos anos durante uns dois ou três Verões antes de ter efectivamente chegado, também já há uns três que dizem que está com um pé e meio noutro lado. Diz que ia para o Al-Ahli mas acabou por ficar. É bom para o nosso campeonato.
Sporting - Ofereceu Izmailov ao Porto e recebeu de troco um lateral direito mediano, ainda que de selecção nacional, posição que precisava de reforçar desde que tinha oferecido João Pereira, lateral direito bom, de selecção nacional, ao Valência, em vésperas do Euro, altura dolorosamente errada para se negociar um jogador que vai disputar a prova. Quando abriu a embalagem viu que tinha ainda um jovem guarda-redes, Ventura, uma das poucas posições que o clube está verdadeiramente bem servido (embora a cada dia seja mais provável a saída de Rui Patrício). Chegou ainda Joãozinho, emprestado pelo Beira-Mar (eu sou do tempo que os clubes grandes emprestavam os seus excedentários aos pequenos), lateral esquerdo que trazia com ele expectativas tão baixas que até deixou boas indicações no primeiro jogo. Vem substituir Insua, internacional argentino que tinha sido das melhores contratações recentes dos últimos tempos do clube e que parte para o Atlético Madrid, pela necessidade aparente do clube em fazer uns tostões e pelo caminho nivelar o plantel por baixo. Livrou-se ainda de Daniel Carriço, um jogador que prometeu, chegou a capitão do clube e acabou em Inglaterra por menos de um milhão de euros em fim de contrato, cerca de 20 vezes menos o que chegou a ser projectado como o seu valor na altura que despontou. Para surpresa geral, ou somente minha, viu ainda sair Pereirinha, igualmente em final de contrato, e para um clube "de jeito", a Lazio, de Roma, e não para um Setúbal ou Guimarães ou semelhante nacional, onde sempre imaginei que se enquadraria - um clube mediano para um jogador mediano. Finalmente, "emprestadou" Elias ao Flamengo, gentilmente permitindo ao jogador mais caro da sua história que fosse ser feliz no seu país de origem, já que por aqui certamente não era, como se fazia notar pelo seu pálido empenho em campo.
Sporting de Braga - Como também começa a ser hábito no clube do Minho, o Braga mexe-se bem no mercado, contratando jovens com potencial e livrando-se de apostas que não funcionaram. Neste Inverno destaque para as contrastações de Rabiola, miúdo de grande qualidade, com passagem pelo Porto, que estava no Desp. das Aves, bem como o defesa do Beira-Mar Sasso e o brasileiro ex-São Paulo Diogo Bittencourt, internacional jovem pelo seu país. Para colmatar a saída do guarda-redes Beto, que rumou ao Sevilha para substituir Diogo López, que seguiu para o Real Madrid, o Braga foi buscar Stanislav Kritsyuk, da selecção sub-21 Russa, que também se espera vir a ser uma mais valia para o clube.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Sporting na discoteca
Paulo Henrique, Niculae e Kléber. São estes as três mulheres feias que o Sporting tentou engatar no fecho da discoteca, no último dia das inscrições de novos reforços. Não só fez a triste figura que tantos homens fazem aí pelas 6h da manhã nas danceterias deste mundo, tentando desesperadamente atirar-se a tudo o que se mexe em busca de algum conforto para os tempos seguintes, como falhou miseravelmente, apesar dos dúbios atributos dos seus pretendentes, um dos quais, Niculae, com quem até já tinha estado, nos seus tempos de moço.
Isto porque há muito que o clube sofre de uma maleita séria, a gestorium danosum, do latim, que não mais quer dizer que quem lá manda não faz pevide de ideia do que é que está a fazer.
Vejamos, por exemplo, as declarações do agente do primeiro alvo, Paulo Henrique, um brasileiro perdido na Turquia, que roçam o Marximiano (dos irmãos revolucionários americanos e não do revolucionário irmão europeu):
«Foi uma falta de sorte enorme no ´timing`. Quando o Sporting fez a proposta o primeiro treinador não libertou o jogador; quando o treinador aceitou abrir mão do jogador, o Sporting não confirmou a proposta; mais tarde, quando o Sporting confirmou a proposta o novo treinador do Trabzonspor decidiu também não libertar o jogador. Tudo isto num período de 30 dias», contou Frederico Pena, em declarações à Renascença." [in. abola.pt]
Falta de sorte, diz. Outra patologia de que o Sporting não se livra.
Já Niculae acaba por não re-representar o Sporting porque, e caramba que é falta de sorte, tinha representado um clube, o Dínamo de Bucareste, em apenas um único jogo, no longínquo mês de Julho, antes de se transferir para o Vaslui, onde estava até agora. Ora como as regras da FIFA não permitem cá badalhoquices de jogadores a estarem em três clubes na mesma época, não há cá Niculae para ninguém.
E com duas tampas vai o clube atrás de outrem, Kléber, avançado que o Sporting cobiçou nos seus anos de Marítimo e que foi dado pela imprensa como certo em Alvalade - tanto na altura como agora, antes de o ver partir para o Porto. Porto esse que, sabendo da mediania do produto, poucos entraves colocou a emprestá-lo ao seuoutrora rival.
Mas também Kléber não vestirá a camisola verde e branca e, mais uma vez, a culpa é alheia a quem manda no clube, da mesma forma que a Sporttv e os canais desportivos nunca têm culpa quando a emissão desaparece. Diz Godinho Lopes:
«As negociações por Kléber foram feitas com o FC Porto e ontem os serviços de secretaria tinham marcado a viagem do jogador para as 20.45 horas para vir a Lisboa assinar pelo clube. O jogador estava já a caminho do aeroporto, quando me liga um representante da BMG [Banco de Minas Gerais, do Brasil] que detém 20 por cento por passe, a pedir o meu aval à contratação», começou pró dizer Godinho Lopes.
«Pelo facto de terem [a Mesa da AG] criado agitação, quando eu pedi de maneira clara, em Alvalade no dia 2 de janeiro, para que se criasse condições, com a conferência de imprensa de dia 31 de janeiro, impediu a vinda de Kleber, é evidente», acrescentou.
É evidente, pois claro. Mais, conseguiu ainda colocar a culpa do falhanço da contratação de Niculae, em alguém que não ele:
«Mas havendo AG no dia 9, não poderíamos ir à FIFA [argumentar que o jogo que Niculae fez pelo Dínamo seria referente à época anterior e pedindo autorização para o inscrever] e não havendo resposta não fazia sentido que o Marius ficasse sem jogar.
E a culpa, como de costume, morre solteira.
Isto porque há muito que o clube sofre de uma maleita séria, a gestorium danosum, do latim, que não mais quer dizer que quem lá manda não faz pevide de ideia do que é que está a fazer.
Vejamos, por exemplo, as declarações do agente do primeiro alvo, Paulo Henrique, um brasileiro perdido na Turquia, que roçam o Marximiano (dos irmãos revolucionários americanos e não do revolucionário irmão europeu):
«Foi uma falta de sorte enorme no ´timing`. Quando o Sporting fez a proposta o primeiro treinador não libertou o jogador; quando o treinador aceitou abrir mão do jogador, o Sporting não confirmou a proposta; mais tarde, quando o Sporting confirmou a proposta o novo treinador do Trabzonspor decidiu também não libertar o jogador. Tudo isto num período de 30 dias», contou Frederico Pena, em declarações à Renascença." [in. abola.pt]
Falta de sorte, diz. Outra patologia de que o Sporting não se livra.
Já Niculae acaba por não re-representar o Sporting porque, e caramba que é falta de sorte, tinha representado um clube, o Dínamo de Bucareste, em apenas um único jogo, no longínquo mês de Julho, antes de se transferir para o Vaslui, onde estava até agora. Ora como as regras da FIFA não permitem cá badalhoquices de jogadores a estarem em três clubes na mesma época, não há cá Niculae para ninguém.
E com duas tampas vai o clube atrás de outrem, Kléber, avançado que o Sporting cobiçou nos seus anos de Marítimo e que foi dado pela imprensa como certo em Alvalade - tanto na altura como agora, antes de o ver partir para o Porto. Porto esse que, sabendo da mediania do produto, poucos entraves colocou a emprestá-lo ao seu
Mas também Kléber não vestirá a camisola verde e branca e, mais uma vez, a culpa é alheia a quem manda no clube, da mesma forma que a Sporttv e os canais desportivos nunca têm culpa quando a emissão desaparece. Diz Godinho Lopes:
«As negociações por Kléber foram feitas com o FC Porto e ontem os serviços de secretaria tinham marcado a viagem do jogador para as 20.45 horas para vir a Lisboa assinar pelo clube. O jogador estava já a caminho do aeroporto, quando me liga um representante da BMG [Banco de Minas Gerais, do Brasil] que detém 20 por cento por passe, a pedir o meu aval à contratação», começou pró dizer Godinho Lopes.
«Pelo facto de terem [a Mesa da AG] criado agitação, quando eu pedi de maneira clara, em Alvalade no dia 2 de janeiro, para que se criasse condições, com a conferência de imprensa de dia 31 de janeiro, impediu a vinda de Kleber, é evidente», acrescentou.
É evidente, pois claro. Mais, conseguiu ainda colocar a culpa do falhanço da contratação de Niculae, em alguém que não ele:
«Mas havendo AG no dia 9, não poderíamos ir à FIFA [argumentar que o jogo que Niculae fez pelo Dínamo seria referente à época anterior e pedindo autorização para o inscrever] e não havendo resposta não fazia sentido que o Marius ficasse sem jogar.
E a culpa, como de costume, morre solteira.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Real Madrid e Barcelona
É dia de Clássico
Se em termos de patriotismo é pena que este ano não tenhamos a nossa liga nacional em televisão aberta, esteticamente muito mais pena é não termos acesso ao futebol do país vizinho, como tínhamos há década e meia, quando a TVI nos proporcionava o jogo como ele deve ser jogado, no reinado de Ronaldo I, o fenómeno.
Porque ver as duas melhores equipas do mundo - que pouco se gostam -, lideradas pelos dois melhores jogadores do mundo - que pouco se gostam -, não é desporto, é cultura.
É às 20h. E vai ser bom.
Se em termos de patriotismo é pena que este ano não tenhamos a nossa liga nacional em televisão aberta, esteticamente muito mais pena é não termos acesso ao futebol do país vizinho, como tínhamos há década e meia, quando a TVI nos proporcionava o jogo como ele deve ser jogado, no reinado de Ronaldo I, o fenómeno.
Porque ver as duas melhores equipas do mundo - que pouco se gostam -, lideradas pelos dois melhores jogadores do mundo - que pouco se gostam -, não é desporto, é cultura.
É às 20h. E vai ser bom.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
QatarGate
Quando há cerca de dois anos a FIFA atribuiu os mundiais de 2018, à Rússia, e de 2022, ao Catar, muitos se interrogaram sobre o sentido que fazia esta mais distante escolha. Um país sem tradição no futebol - aceitável, já que Suiça (1954), Chile (1962), EUA (1994), Coreia do Sul (2002) e África do Sul (2010) não são exactamente potências do jogo, embora o Catar - 106º classificado no ranking da FIFA, atrás do Burundi e um lugar acima da Nova Caledónia seja de longe a nação com menos argumentos dentro de campo; sem grande histórico de organização de grandes eventos desportivos - há uma primeira vez para tudo, e com condições climatéricas absurdas à prática do jogo - as temperaturas no Verão ultrapassam facilmente os 43 graus, o que obrigaria a que das duas, uma: ou a alteração revolução dos calendários dos clubes de modo a acomodar um Mundial disputado excepcionalmente no Inverno ou, como os próprios organizadores sugeriram com os seus bolsos cheios, climatizar os estádios de modo a amenizar o dantesco - e perigoso - calor. Duas hipóteses que, ainda que possíveis, são pouco práticas e no geral impráticas.
Pois eis que a edição desta semana da respeitada revista France Football, aquela que elege o melhor jogador do Mundo, apresenta uma bombástica investigação que parece confirmar o que muitos já desconfiavam: que os referidos bolsos cheios do Catar, além de arrefecerem o ar dos seus estádios, também serviram para comprar os votos necessários para garantir que a sua candidatura chegasse a bom porto. O artigo refere uma série quase infindável de encontros misteriosos entre Sarkozy, Platini e emissários Cataris bem como o envolvimento de ilustres personagens como Mohammed Bin Hammam, ex-presidente da Federação Asiática de Futebol, entretanto expulso da FIFA por comportamentos suspeitos e ainda Ricardo Teixeira, outrora presidente da CBF, Confederação Brasileira de Futebol e também ele um bandido de carreira, recentemente exposto por diversos crimes de corrupção.
Nada que surpreenda por aí além, dado o nubloso histórico da FIFA, que raramente põe o jogo que defende acima dos seus interesses.
Resta saber se com isto e com outras investigações que por certo se devem realizar, o Campeonato do Mundo, com certeza a segunda prova desportiva mais importante do planeta, depois dos Jogos Olímpicos, se mantém no Médio Oriente ou se transita para outras paragens, provavelmente para os Estados Unidos, que perderam a corrida na votação anterior. Com quase uma década ainda por percorrer, há tempo para resolver a borrada, mas pouco...
Pois eis que a edição desta semana da respeitada revista France Football, aquela que elege o melhor jogador do Mundo, apresenta uma bombástica investigação que parece confirmar o que muitos já desconfiavam: que os referidos bolsos cheios do Catar, além de arrefecerem o ar dos seus estádios, também serviram para comprar os votos necessários para garantir que a sua candidatura chegasse a bom porto. O artigo refere uma série quase infindável de encontros misteriosos entre Sarkozy, Platini e emissários Cataris bem como o envolvimento de ilustres personagens como Mohammed Bin Hammam, ex-presidente da Federação Asiática de Futebol, entretanto expulso da FIFA por comportamentos suspeitos e ainda Ricardo Teixeira, outrora presidente da CBF, Confederação Brasileira de Futebol e também ele um bandido de carreira, recentemente exposto por diversos crimes de corrupção.
Nada que surpreenda por aí além, dado o nubloso histórico da FIFA, que raramente põe o jogo que defende acima dos seus interesses.
Resta saber se com isto e com outras investigações que por certo se devem realizar, o Campeonato do Mundo, com certeza a segunda prova desportiva mais importante do planeta, depois dos Jogos Olímpicos, se mantém no Médio Oriente ou se transita para outras paragens, provavelmente para os Estados Unidos, que perderam a corrida na votação anterior. Com quase uma década ainda por percorrer, há tempo para resolver a borrada, mas pouco...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Sporting e as ex-
É complicado explicar a quem não sofre desta maleita de se gostar demasiado de um clube de futebol (aquelas pessoas que dizem que "o que importa é participar") o que custa ver um dos outrora ídolos do nosso clã, que tantas alegrias nos brindou no passado, fazer agora vibrar os tontos que têm o mau gosto e o pouco senso de festejar os golos de rival clube. Diria que o momento da notícia, quando se torna público e inequívoco que Fulano Craque vai agora jogar no Rival, é um pouco como quando descobrimos, por amigos ou conhecidos, que uma nossa ex-namorada está agora de caso com outro, sempre irritante de pensar, por melhor ou pior que as coisas tenham acabado. No entanto, o choque só bate realmente forte quando o vemos com a camisola do novo clube ao peito, quando encontramos a moça, por acaso, numa discoteca, com os lábios colados a um qualquer cretino.
Com a possível estreia de Liedson pelo FC Porto hoje, frente ao Gil Vicente, o tuga-brasuca torna-se o terceiro ex-ídolo do Sporting a despedaçar os corações leoninos, juntando-se a João Moutinho e Izmailov, todos com circunstâncias diferentes.
Primeiro foi Moutinho, formado desde formiga no clube e capitão de equipa, aquele primeiro amor, ingénuo e avassalador, a mulher com quem achávamos que iríamos casar, porque fazia tanto sentido e tudo seria maravilhoso. Um dia chegamos a casa e a vaca está de quatro, com outro. Pode ser atropelado por uma betoneira , que pouco nos importa. Cada vez que sofre uma entrada a pés juntos de um jogador do Moreirense gera um sorriso de vingança na nossa cara. E depois pensamos que podia ter sido tão bom... Merda para ele. E para ela.
Mais recentemente foi Izmailov (sou contra o acordo ortográfico), um russo genial, uma mulher estupenda, mas de quem sempre desconfiámos um pouco. Era extraordinária demais para nós, talvez. Com tantos argumentos, porque estava aqui, se tinha o mundo a seus pés? As suas constantes lesões acordavam-nos para a realidade de que não era perfeito, e a sua aparentemente falta de empenho em regressar com brevidade à equipa faziam pensar que se calhar não gostava tanto de nós como nós dele. Não foi um choque, como no caso anterior, quando o vimos nos braços de outro. Triste, mas não chocante. Pelo menos recebemos o Miguel Lopes. Ah espera, é muito fraco ele.
Agora é Liedson. Liedson foi uma relação bonita, um affair ainda longo e quase sempre com alegria e sorrisos - salvo um caso ou outro de violação doméstica - e que terminou bem: Não é que não gostássemos muito um do outro, simplesmente não queríamos o mesmo nesta fase da vida. Não era um fim, era um até breve, enquanto resolvíamos o que tínhamos a resolver, e voltaríamos a ser felizes juntos. Teve os seus flirts, no Brasil, onde a distância encurta o incómodo, da mesma forma que o Sporting começou uma relação com Wolfswinkel, com quem é mais ou menos feliz dependendo do dia. Não dói tanto como Moutinho, mas não gostamos de ver. Aquela camisola de riscas verticais azuis não lhe fica bem, como não fica aos outros dois, mas pouco podemos agora fazer em relação a isso, excepto evitar ver os jogos do Outro. Até ao dia, que chegará em breve, em que teremos os três a jogar em Alvalade. Com a camisola e os lábios colados no Rival. E mete nojo.
Com a possível estreia de Liedson pelo FC Porto hoje, frente ao Gil Vicente, o tuga-brasuca torna-se o terceiro ex-ídolo do Sporting a despedaçar os corações leoninos, juntando-se a João Moutinho e Izmailov, todos com circunstâncias diferentes.
Primeiro foi Moutinho, formado desde formiga no clube e capitão de equipa, aquele primeiro amor, ingénuo e avassalador, a mulher com quem achávamos que iríamos casar, porque fazia tanto sentido e tudo seria maravilhoso. Um dia chegamos a casa e a vaca está de quatro, com outro. Pode ser atropelado por uma betoneira , que pouco nos importa. Cada vez que sofre uma entrada a pés juntos de um jogador do Moreirense gera um sorriso de vingança na nossa cara. E depois pensamos que podia ter sido tão bom... Merda para ele. E para ela.
Mais recentemente foi Izmailov (sou contra o acordo ortográfico), um russo genial, uma mulher estupenda, mas de quem sempre desconfiámos um pouco. Era extraordinária demais para nós, talvez. Com tantos argumentos, porque estava aqui, se tinha o mundo a seus pés? As suas constantes lesões acordavam-nos para a realidade de que não era perfeito, e a sua aparentemente falta de empenho em regressar com brevidade à equipa faziam pensar que se calhar não gostava tanto de nós como nós dele. Não foi um choque, como no caso anterior, quando o vimos nos braços de outro. Triste, mas não chocante. Pelo menos recebemos o Miguel Lopes. Ah espera, é muito fraco ele.
Agora é Liedson. Liedson foi uma relação bonita, um affair ainda longo e quase sempre com alegria e sorrisos - salvo um caso ou outro de violação doméstica - e que terminou bem: Não é que não gostássemos muito um do outro, simplesmente não queríamos o mesmo nesta fase da vida. Não era um fim, era um até breve, enquanto resolvíamos o que tínhamos a resolver, e voltaríamos a ser felizes juntos. Teve os seus flirts, no Brasil, onde a distância encurta o incómodo, da mesma forma que o Sporting começou uma relação com Wolfswinkel, com quem é mais ou menos feliz dependendo do dia. Não dói tanto como Moutinho, mas não gostamos de ver. Aquela camisola de riscas verticais azuis não lhe fica bem, como não fica aos outros dois, mas pouco podemos agora fazer em relação a isso, excepto evitar ver os jogos do Outro. Até ao dia, que chegará em breve, em que teremos os três a jogar em Alvalade. Com a camisola e os lábios colados no Rival. E mete nojo.
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